Cadeira de Balanço

Cadeira de balanço... (antiga...) a balançar...
A lua, toda branca, encharca-se de lume.
Meu Deus! Eu nunca a vi crescida a tal volume!
(Ó, de ser engano assim tanto luar!)

Dormir...? Por que dormir?! Dormir só por costume,
e fora o sonho abrindo as asas, par em par?
E o prestígio da lua? Alguém pode acalmar
a raiva do jasmim urrando de perfume?

E aquela estrela azul, no alto, me chamando...?
- Olha que vou... e vou! (Mas só viajo pensando...
não sei dizer o dia e nem dizer o ano...)

...E a cadeira cochila... e boceja... e balança...
e o silêncio murmura... e o relógio descansa...
( tanto luar assim...? ! Só pode ser engano!)