Sede de viver


Crônicas sobre ecologia e comportamento humano.
Crítica ao urbanismo
Formato: 15x20
336 páginas
Eduardo Festugato
Escritor de Caxias do Sul - RS
Valor: R$25,00

Fugir da vida

Com o avanço tecnológico – transporte eletricidade, satélite artificial e computador, ao alcance de todos – não há mais motivos para as grandes aglomerações urbanas.
Nas alturas dos arranha-céu enormes, onde o homem se exila e se isola, não chega o canto da vida que enche de paz os corações: cheiro de terra, aroma do pasto, sussurro da aragem nas folhagens, rumor de cascatas nos grotões. Lá não se ouve cantos de pássaros, de cigarras; coaxar de sapos,cricris de grilos, relinchos de cavalos nem repiques de sinos anunciando o Ângelus.
Nas alturas dos arranha-céus reina o frio e o silêncio dos sepulcros. Se até lá chegar alguma voz será o ronco dos automóveis, os uivos dos ventos e os rugidos das tormentas com seus granizos, raios e trovões. Tristes, jamais uma corruíra fará ninho em suas janelas.
Morar num apartamento é fugir da vida. É treinar para a última morada, que é o túmulo... ou o “kitinete” de uma gaveta de cemitério.